COMTUR conhece situação dos museus de Joinville

Joinville é uma das únicas cidades brasileiras em que todos os museus são sustentados e administrados pelo poder público municipal.

Na última quinta-feira o Conselho Municipal de Turismo – COMTUR realizou seu encontro mensal, para debater assuntos ligados ao turismo de Joinville. O presidente, Aldeni Alves Cordeiro esclareceu que, segundo informações do IPPUJ, nesta sexta-feira (13) serão conhecidas as propostas das empresas interessadas em realizar as obras da Via Gastronômica, tema da reunião anterior do COMTUR.

O assunto principal da reunião foi a situação dos museus e edificações históricas de Joinville. Silvestre Ferreira, presidente da Fundação Cultural de Joinville informou que no dia 16 de maio o prefeito Carlito Merss assinará a Lei do Inventário de Patrimônio Municipal, que irá facilitar os processos de tombamento de prédios históricos. Em data show, Silvestre apresentou a situação dos museus de Joinville, de maneira geral, os pontos mais visitados pelos turistas.

Curiosamente, informa o presidente da FCJ, Joinville é uma das únicas cidades do Brasil em que os museus são todos sustentados e administrados pelo Poder Público Municipal e o custo de pessoal e de manutenção alcança cerca de 2 milhões anuais.

Uma das maiores preocupações atualmente é o mau estado de conservação das edificações que servem de sede aos museus, bem como outras de cunho cultural e/ou históricas de Joinville, como a Casa da Cultura, a Cidadela Antarctica, a Estação da Memória e a Casa Flight, na Estrada do Pico. Todos necessitam de urgentes restauros, que são impedidos pela falta de recursos. “Restauração é muito mais demorado e dispendioso do que reforma”, esclareceu Silvestre, porque o material a ser substituído deve ser original, bem como o processo de execução.

O Arquivo Histórico, segundo Silvestre é referência nacional pela forma de preservação e manuseio dos documentos, bem como da apresentação aos pesquisadores. Disse ainda que a questão do conservante, considerado venenoso aplicado no acervo há alguns anos está praticamente sanado. Agora a meta é a criação de um cargo de arquivologista.

O Museu Arqueológico do Sambaqui preserva o patrimônio arqueológico do município de Joinville, onde existem dez sítios arqueológicos na zona urbana e 40 nas zonas periféricas. Em função dos alagamentos, que prejudicam seriamente o acervo, o museu será em breve transferido para outro prédio, até a construção de uma nova sede, ainda sem data e sem recursos.

O Museu de Arte de Joinville, instalado na casa de Ottokar Doerffel -, personalidade eminente da Colônia Dona Francisca -, apresenta sérios problemas de desgaste, necessitando de urgente restauro, sob o risco de comprometer o valioso acervo de 765 obras de arte ali conservadas. Não é novidade que as obras de Fritz Alt foram transferidas para a Casa Krieger, em Pirabeiraba, pela situação precária em que se encontra a Casa Fritz Alt. Com parte do acervo, a Fundação Cultural realiza, com sucesso, exposições itinerantes, divulgando, assim, o patrimônio do famoso artista joinvilense.

Já o Museu Nacional de Imigração e Colonização, o “Palácio dos Príncipes” construído para receber o Príncipe de Joinville e sua esposa a Princesa Francisca Carolina, que no entanto nunca a ocuparam, sofrerá um restauro emergencial para sanar os principais problemas do prédio. No MNIC estão guardadas as heranças culturais do processo imigratório, a história das famílias imigrantes, sua vida e seus costumes nas primeiras décadas da Colônia Dona Francisca – Joinville. Para a Estação da Memória, a Fundação Cultural de Joinville reserva um espaço para a instalação de um Centro de Preservação de Bens Culturais e Memoriais, em que joinvilenses e turistas terão acesso para observação do trabalho e manutenção destes bens.

Silvestre Ferreira comunicou ainda que todas as possibilidades de obtenção de recursos são aproveitadas, sejam estaduais ou federais para o envio de projetos. “Muitos são aprovados”, afirma Silvestre “mas não conseguimos a captação. As empresas de Joinville não tem o hábito de ceder recursos para projetos culturais, mesmo que estes sejam abatidos do Imposto de Renda, com o é o caso dos projetos aprovados pela Lei Rouanet”, conclui o presidente da Fundação Cultural de Joinville. Maria Ivonete Peixer, presidente da Promotur aproveitou a oportunidade para anunciar que o Ministério de Turismo abriu espaço para projetos de “Turismo de Experiência” e pretende inscrever dois projetos: Opa Bier, pela fábrica de cerveja artesanal e a produção de motores, um dos itens mais fortes de produção industrial de Joinville, desde 1930.

Serviços COMTUR – Conselho Municipal de Turismo
Presidente: Aldeni Alves Cordeiro - Fone: 47 3472-1099
Coordenadora de Comunicação - Nelci Terezinha Seibel – Fone: 47 3425-4090
Promotur: Maria Ivonete Peixer – Fone 47 3453-2606

Por: Nelci Terezinha Seibel, em 2011-05-15

Fonte: Autoria própria.

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